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quinta-feira, 9 de maio de 2013

Lawrence


Para assinalar a estreia em Portugal (com bastantes meses de atraso em relação a Inglaterra) da cópia restaurada de Lawrence of Arabia, resolvi escrever este post. Lawrence é um dos meus filmes preferidos de todos os tempos. Nem quero saber se tem quase quatro horas de duração, já o devo ter visto cerca de 20 vezes. Faço aqui, assim, uma ligação entre o filme e um dos temas que ocupou alguns posts há uns meses atrás – as bandas-sonoras. Entre as minhas bandas-sonoras tem de estar presente esta composição de Maurice Jarre. Quando a ouço, as imagens do filme vêm-me à memória de forma automática: Aqaba, a entrada em cena de Ali como uma miragem no deserto, O’Toole todo vestido de branco a comandar os exércitos árabes (uma das imagens mais belas da história do cinema). Suponho que este seja um critério para se escolher as bandas-sonoras mais marcantes a um nível pessoal, a ligação emocional que se tem ao filme em si. Lembro-me de Steven Spielberg contar como, depois de ter visto Lawrence no cinema pela primeira vez, foi imediatamente comprar o disco para poder reviver o filme vezes sem conta. É um pouco isso que eu também sinto.
Se têm a possibilidade de ir ver o filme, façam-no por favor. A experiência de ver aquelas imagens no grande ecrã – assim como Peter O’Toole numa das maiores interpretações de todos os tempos – é imperdível.


Maria Braun

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Herrmann


Herrmann é sem dúvida um dos mais influentes. Não é possível falar de bandas-sonoras cinematográficas sem o mencionar, especialmente quando se analisa a ligação realizador/compositor no cinema, quando o compositor tem um papel essencial no resultado do filme como um todo. Há outras parcerias essenciais como Fellini e Nino Rota, Spielberg e John Williams, Lynch e Angelo Badalamenti. No entanto, Hitchcock e Herrmann fazem o padrão.
Vertigo está na minha lista (aquela que nunca será terminada) – é talvez a minha banda-sonora preferida de Herrmann, seguida de perto por Taxi Driver e Psycho.  


Maria Braun

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

OST



Há muito tempo que ando para escrever um post sobre bandas-sonoras de filmes. Há bandas-sonoras que estão de tal forma associadas aos seus filmes que é impossível pensar neles sem elas. Exemplos: James Bond, Star Wars, Indiana Jones, Jaws, Zorba. Quando estava a tentar fazer uma compilação das que mais gosto, reparei que mudava de opinião de 5 em 5 minutos. No entanto, havia uma que estava lá sempre, que não podia deixar de estar. Será que isso a torna oficialmente na minha banda-sonora preferida? Muito provavelmente não, mas está sem dúvida nos primeiros lugares da lista. Enquanto não chego a uma conclusão que me leve a escrever um post sobre este tema, aqui fica a fantástica contribuição de Elmer Bernstein para The Magnificent Seven, uma das bandas-sonoras mais icónicas da história do cinema.




Maria Braun