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terça-feira, 4 de junho de 2013

Mr. Met





Não liguei ao último disco dos Lambchop, que saiu no ano passado. Mas há poucos dias apanhei no Is a Woman e pu-lo a tocar. Soube-me mesmo bem. Fui então ouvir Mr. M e gostei. O disco está a crescer e a minha ideia de que Kurt Wagner se tornara chato a ir por água abaixo. Talvez esta seja uma daquelas bandas velhas que me vai acompanhar nos próximos tempos.


K. Douglas



Oh, sweet thing




O novo disco dos Vampire Weekend é bem porreiro. É um disco perfeito para estar na esplanada da minha rua a beber uma ou duas cervejas. Não acho que seja substancialmente diferente dos anteriores mas, é certo, é mais introspectivo e agridoce, por assim dizer. Para além de Ya Hey, gosto de Don't Lie, Step e Finger Back.

K. Douglas

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Trouble Will Find Me


The National, Trouble Will Find Me


Forço-me a escrever sobre Trouble Will Find Me, o novo disco dos National. Foi um disco pelo qual esperei ansiosamente. Ouvi muito o High Violet, um disco pelo qual me apaixonei à primeira vista. Aquelas canções (Terrible Love, Sorrow, Anyone's Ghost, Little Faith, Bloodbuzz Ohio, Conversation 16, Vanderlyle Crybaby Geeks) foram direitas ao meu coração e ocuparam por inteiro as aurículas, os ventrículos e fizeram a grande circulação. Posso dizer que criei uma relação de intimidade com elas – eram minhas e ocupavam-me por inteiro – e reforcei o meu gosto pelos discos anteriores, onde descobri grandes canções, quando tinha passado por elas como cão em vinha vindimada (já disse que Boxer é um disco perfeito de uma ponta à outra? Que Alligator tem canções perfeitas como The Geese of Beverly Road, Lit Up, A Friend of Mine, para não falar de Mr. November, Abel e de All the Wine?). Assim, perante esta descrição, talvez se possa imaginar a minha expectativa.

Essa mesma expectativa ficou longe de ser preenchida com as primeiras audições de Trouble Will Find Me. Já ouvira antes Demons e tinha-me sabido a pouco, para alguma tristeza minha. E agora, ao ouvir o disco, não sentia nada daquela sensação de entrega a um disco como escrevi em cima. Mas os National têm destas coisas. Quando ouvi o Alligator pelas primeiras vezes, disse a amigos: “Não percebo o que é que vocês vêem nestes gajos. São genéricos e aborrecidos.” Posso dizer que engoli cada uma destas palavras com grande satisfação. Não, não são genéricos e aborrecidos. Escrevem versos como: “Hey, love, we’ll get away with it/ We’ll run like we’re awesome, totally genius/ Hey, love, we’ll get away with it / We’ll run like we’re awesome / We won’t be disappointed / We’ll fight like girls for our place at the table / Our room on the floor “ (The Geese of Beverly Road) ou: "Tip-toe through our shiny city / With our diamond slippers on / Do our gay ballet on ice / Blue birds on our shoulders” (Fake Empire) ou ainda: “I'm a confident liar / Had my head in the oven so you'd know where I'll be /I'll try to be more romantic / I want to believe in everything you believe / I was less than amazing /Do not know what all the troubles are for / Fall asleep in your branches /You're the only thing I ever want anymore” (esplendorosa Conversation 16). E compõem canções rock como Mistaken for Strangers, Secret Meeting, Mr. November, Terrible Love, Bloodbuzz Ohio ou litanias acabrunhadas como Green Gloves ou a única Slow Show - "I wanna hurry home to you /Put on a slow dumb show for you / And crack you up / So you can put a blue ribbon on my brain / God I’m very, very frightened /I’ll overdo it".

As canções de Trouble Will Find Me não são diferentes das anteriores. O novo disco é claramente um disco de National. Talvez o disco mais diferente seja mesmo High Violet. Demons é claramente descendente deste. Aquela orquestra abafada, como a pulsar no interior da nossa pele, faz lembrar Sorrow, ainda que esta, na minha opinião, tenha um efeito mais eficaz. Sea of Love também está na continuidade de algumas canções que apontei em cima, como Abel. É uma boa canção, com as guitarras a meterem-se naturalmente no nosso corpo para se suspenderem por algum tempo no nosso interior com esta verdade: "If  I stay here, trouble will find me / If I stay here, I'll never leave / If I stay here, trouble will find me / I believe". Graceless também é uma boa canção, que poderia fazer parte de um disco como Boxer, assim como Don't Swallow the Cap. A vida de Berninger parece estar sempre em cima da mesa, sem saber o que fazer com ela. O que me parece destes registos é que são mais contidos e polidos. A própria banda fala de um equilíbrio e paz na composição do disco. Mas eu encolho os ombros a isso. Lamento, rapazes. 

A canção que mais me conquistou do novo disco responde pelo nome de Pink Rabbits. É uma balada romântica. Dito assim, não soa bem. Mas o piano e a bateria marcam o passo, com a voz embargada de Berninger a embalar as sensações. É completamente imediata - cinemática - e tem estes versos maravilhosos: 

I was solid gold I was in the fight
I was coming back from what seemed like a ruin
I couldn't see you coming so far
I just turn around and there you are

I'm so surprised you want to dance with me now
I was just getting used to living life without you around
I'm so surprised you want to dance with me now
You always said I held you way too high off the ground

You didn't see me I was falling apart
I was a white girl in a crowd of white girls in the park
You didn't see me I was falling apart
I was a television version of a person with a broken heart


Há uma série de imagens recorrentes nas canções dos National. Por exemplo, os bolos são uma presença regular, assim como os pássaros e, claro, as raparigas. Isto pode ser assunto para um outro post. O que interessa agora é Trouble Will Find Me. E o que posso dizer é que é um bom disco e que o vou ouvir muitas vezes. E acredito que estas canções têm o poder de conquistar o ouvinte - não por hábito, mas por mérito próprio; por terem força e por conseguirem mostrar-se de outras maneiras ( I Should Live in Salt, a canção que abre o disco é um bom exemplo do quero dizer), levando-nos a abraçar as colunas durante horas, roubando uma imagem da minha adorada Apartment Story.

K. Douglas



segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Bloodbuzz Ohio



K.  Douglas

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Como um ballet do coração



O imaginário da América nunca exerceu grande poder sobre mim. Mas ontem, numa cadeira do S. Jorge, pensei como seria extraordinário poder visitar a América. Este foi, para mim, um dos ganhos de Apocalypse, a Bill Callahan Tour Film. A América é justamente o coração do filme. O espectador vê sequências da vastidão, do quotidiano, da diferença, intervaladas por actuações de Callahan. Algumas destas são justapostas, o que parece sublinhar a ideia do andar, do caminho que é feito. Apocalypse não se centra no lado privado de Callahan. Se o espectador está interessado nesses pormenores, o filme não o serve. Pouco se sabe sobre ele e, pelo menos para mim, isso não é relevante. A certa altura diz qualquer coisa como: "quando estou em palco estou no expoente da minha realidade". Pode soar a cliché, mas Callahan aparenta ser um homem que sabe usar as palavras certas. E as actuações são extraordinárias, de uma beleza firme e simples. Uma imagem que pode condensar esta beleza é a sequência onde se lança fogo de artifício no quintal de uma casa, como quem mostra que é possível transformar o quotidiano, o óbvio, em algo poético. Parece fácil e eficaz. Dito isto, Apocalypse não é um registo extraordinário, mas tem uma ideia - forma-se em constante acção, crescendo a partir das palavras do cantor sobre o movimento. Tem um momento menos feliz, aquando da actuação da maravilhosa Riding for the Feeling, que gera um pequeno esgar de troça. De resto, sai-se satisfeito da sala de cinema. 

K. Douglas

quarta-feira, 25 de julho de 2012

something against heat - iii



O Clear Moon é um dos meus discos preferidos deste ano. Em Outubro ou em Novembro há mais outro disco de Mount Eerie.

K. Douglas

Something against heat - ii



Heaven não é um disco extraordinário. Mas há várias coisas que me fazem combater esta afirmação. A primeira é que os Walkmen são uma das minhas bandas preferidas e o meu juízo é mais que permeável ( é coisa que não me preocupa). A segunda é que eles são incapazes de fazer um disco menos que bom. A terceira é que Heaven está cheio de grandes canções.

K. Douglas

Something against heat




Saiu o novo disco dos Passion Pit. Take a Walk é o óptimo e salutar primeiro single de Gossamer.

K. Douglas

domingo, 19 de fevereiro de 2012

João Gilberto - Você e Eu

                 
K. Douglas

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

No Future/No Past


Este é o video de No Future/No Past, a primeira canção de Attack on Memory dos Cloud Nothings. 


K. Douglas



sábado, 14 de janeiro de 2012

Silver girls



Deixo também um dos meus vídeos preferidos do ano passado.


K. Douglas


Yes!



Sim, vamos começar de novo! Prometo para muito em breve um texto sobre as nossas últimas entradas. Por agora proponho este vídeo de Callahan de que gosto muito. É a primeira canção de Apocalypse. Sou fã de Callahan e seria muito natural gostar do disco. Ainda assim, devo dizer que fiquei imediatamente e inteiramente conquistado com o primeiro verso da canção, e com a densidade que a guitarra e a voz lhe dão. Como disse, é um dos meus discos preferidos de 2011 - aliás, é o meu disco preferido do ano passado - e, repito, tem canções belíssimas. Quando escrevi a minha última entrada não apontei Riding for the Feeling. My mistake.


K. Douglas

quarta-feira, 31 de março de 2010

«On a bus stop in the town, "We Rule The School", Written for everyone to see and read»



Em primeiro lugar, Sally, aqui está um vídeo para ti e para o dia de hoje. Gosto muito desta canção e acho o vídeo muito bom. No que toca ao liceu, estamos longe um do outro. A escola secundária não é um espaço que se preste a saudades. No entanto, a música safa esses anos, nomeadamente os 16, 17 anos. Por essa altura, tive a sorte de me darem a conhecer algumas coisas de que gostei bastante e que, enfim, “definiram” o que ouço até hoje. Houve um Natal em que recebi o unplugged dos Nirvana e ouvi o Grace do Jeff Buckley. Mas foi nas férias de Verão do 11º ano para o 12ª ano que me gravaram duas k7s (deixem-me escrever assim) de 90 minutos que são das melhores coisas da minha adolescência. A primeira tinha no lado A Elliott Smith – XO e no lado B Belle and Sebastian – If you’re feeling sinister (quase que poderia dizer que fui das primeiras pessoas em Portugal a ouvir os Belle and Sebastian). A segunda tinha Mercury Rev – Deserter’s Songs e algumas canções de Sketches from my sweetheart the drunk de Buckley. Claro, falta referir os Tindersticks. O disco que recebi no dia em que fiz 18 anos foi o Bryter Layter do Nick Drake – How cool is that? Can you beat it? Ah! Falta referir uma compilação que me fizeram que tinha coisas como Red House Painters, Radiohead, Neutral Milk Hotel, Blur, Yo la Tengo, Low, Joy Division, etc. Enfim, não podia ter sido melhor.

K. Douglas


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

I don't wanna be a contra




Aqui fica o segundo single de Contra, o segundo disco dos Vampire Weekend. 

K. Douglas