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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Arri-ba-ba??

Frankly, my dear, I don't give a damn. Respondo assim à Sally. A bola é uma das coisas que menos me preocupa neste mundo. Já foi diferente: no mundial dos Estados Unidos, há 16 anos (!!) atrás, ficava acordado para ver os jogos. Vibrava com a Bulgária (não sei porque carga de água... mentira, naquele altura o Sporting tinha uns jogadores búlgaros decentes e havia um jogador, cujo nome já não me lembro, que marcava livres com um eficácia fulminante) e a minha memória guarda aquele jogo incrível entre a Roménia e a Argentina, se não estou enganado em tudo isto. Quando uma pessoa tem que esperar até ao dia 14 de Maio de 2000 para ver o seu clube para ser campeão - sem saber quando esse dia chegaria, alguma coisa se perde. A verdade é que não quero saber. Apesar disso tudo, o princípio do Verão de 2004 foi qualquer coisa de espantoso. As pessoas estavam doidas. Lisboa estava cheia de gente. O grande cartaz nas Amoreiras mudava jogo após jogo, vitória após vitória de Portugal. Admita-se, apesar da minha natural indiferença, Scolari mexia comigo...

K. Douglas.

terça-feira, 16 de junho de 2009

"O rio que é verdade"

Sempre que ouço Evaporar dos Little Joy lembro-me do Tejo. Não sei se por saber que a ideia do projecto nasceu em Lisboa. Bem, a letra ajuda bastante: "o rio fica lá, a água que correu chega na maré, ele vira mar." Não consigo deixar de ter uma espécie de evasão de rapaz de classe média - como se estivesse no Cais de Sodré à espera do barco para Cacilhas ou para o Seixal. Parado, deixo que os golpes de luz branca da água me entrem nos olhos e façam crescer qualquer coisa.
K. Douglas